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Artistas tentam se reiventar

 

Sem poder contar com apresentações ao vivo, exposições, espetáculos ou eventos em que se reúnam pessoas em aglomerações, mercado de cultura tenta alternativas durante a pandemia para trabalhar, entreter, sobreviver e fazer o que mais sabem, arte. (O cantor e compositor Jorge Vercillo tem planos de fazer lives e shows em drive in)

 

O impacto foi imediato. Quem primeiro sentiu os efeitos causados na quarentena imposta pelo coronavírus foi a cultura. Shows e exposições cancelados, espetáculos suspensos, estreias adiadas, cinemas, teatros, arenas, casas de eventos e espaços culturais em geral foram, e ainda permanecem, fechados. Foi quem primeiro parou e vai ser o último a voltar. O prejuízo para indústria já é bilionário.

 

E o motivo é óbvio. Mesmo com toda a diversidade do setor, o ponto de encontro é exatamente ser um grupo de atividades que dependem da aglomeração de pessoas para existir. A tão combatida aglomeração em prol da segurança do distanciamento social. E muita gente vive de arte, não somente quem está na ponta da frente, em cima do palco, mas um número ainda maior de profissionais que estão por trás, direta e indiretamente.

 

Uma bola de neve dentro de uma crise de proporções inéditas para o segmento, que obrigou os agentes do mercado a pensar em soluções que não expusessem público e artistas. Nesses últimos meses ganhou força o online em lives, exposições virtuais, shows personalizados e vendidos para pequenos grupos de fãs, canções novas feitas por encomenda e executadas em audiências particulares e até a volta de drive in, como espaço para projeções e espetáculos sem o contato entre as pessoas.

 

O uso do streaming se multiplicou com apresentações ao vivo online. Até festivais se adaptaram e outros foram criados no intuito de conseguir monetizar o mercado. A pandemia, que no primeiro momento afastou os artistas do público, causa agora um efeito contrário. Um dos desdobramentos é que as pessoas ficam mais em casa, ouvem mais música e podem interagir mais com seus artistas favoritos. 

 

São plataformas com a possibilidade do espectador pagar pela apresentação online por meio de doações, depósitos bancários, publicidade, ou mesmo na forma de ingresso. Shows com ações exclusivas para datas comemorativas (São João, Dia dos Namorados, Dia das Mães, Dia dos Pais) e outras iniciativas ajudam. Contudo, embora artistas renomados  conseguem fazer lives patrocinadas, a maior parte do mercado teve que procurar outras soluções mais criativas.

 

Entre eles crescem os encontros personalizados, em espaço pequenos, com limitação bem restrita de público (20 pessoas) e seguindo as normas de segurança (como uso de máscara, distanciamento superior a 1,5m, entre outros), no qual o artista toca canções escolhidas pela plateia em algo bem intimista. Também intimista é contratar um artista, e por aplicativo, fazer uma live especial para celebrar um aniversário, por exemplo.

 

Tem ainda projetos como o “Adote o Artista” no qual alguém presenteia uma pessoa com uma música inédita, escolhida especialmente para a pessoa e interpretada por videochamada, ou um pocket-show, exibido por videoconferência. Tudo remunerado e que tem feito a forma do fã de se relacionar com seu ídolo.

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